quinta-feira, 2 de julho de 2009

Você pediu.


- Visitei.
- Rs. Gostou?
- Sim. Posso te adicionar?
- Ah, claro que pode, pô. Fique a vontade.
- Esta adicionado.
- Esta aceito.

...

Sinceramente, não sei o porque estou escrevendo um texto sobre você. Justamente você. Talvez seja porque logo que você resolveu apareceu segurando um guarda-chuva enquanto eu estava me molhando no meio de uma tempestade terrível e me ofereceu um espacinho, eu de fato acreditei que você poderia ser diferente. Talvez seja porque quando você leu meus textos e disse que eles eram muito tristes e que até sentia um pouco de angústia com tudo o que eu escrevia, eu achei que você realmente entendesse sobre o que eu estava falando. Talvez seja porque você tenha dito, quando eu mais precisava, que apesar de sempre ter alguem que fosse me fazer sofrer, sempre iam existir outros milhões de pessoas que iam querer me ver feliz. Talvez seja porque você me fez dar risada com uma meia dúzia de mensagens no meu celular durante a aula, ou até por causa das vezes que você resolvia me acordar quando eu dizia que ia faltar na escola. Talvez seja por causa das vezes que você veio me pedir ajudar com a sua lição de inglês. Talvez tenha sido pelos milhões de bolo que eu dei em você nos milhões de encontros que a gente supostamente teria, e mesmo depois desses milhões de bolos você continuava vindo atras de mim. Você me dava atenção. E assim como um cachorrinho de rua, me de atenção e eu ja vou sair abanando o rabo aonde você me chamar. Talvez seja pelo apelido que seus amigos me deram e que toda vez que eu me lembro, eu morro de rir. Talvez tenha sido por causa quase bolo que você me deu. Talvez tenha sido por causa da noite que nós ficamos juntos. Talvez seja pelos arranhões nas minhas costas que eu tive que esconder durante alguns dias. Talvez seja porque logo que você soube que eu escrevia, você pediu pra eu escrever sobre você e eu disse que você não ia querer que eu escrevesse um texto sobre você, afinal, meus textos são sempre tristes e são minha terapia quando preciso esculaxar com alguma coisa que eu estou sentindo. E você disse que então não queria um texto sobre você. Porém, veja quem ganhou na mega-sena hoje? Você. Você pediu, não? Pois é, você poderia, como muitos poderiam, ter sido a nação inteira que eu construiria pra mim. Tudo o que eu poderia ter te dado além de uns beijinhos e minutos de prazer em um canto escuro de balada. Tudo o que eu poderia ter estregue pra você sem pedir nada em troca. Tudo isso, absolutamente tudo, jogado no vento. Tudo isso deixado de lado por uma disputa de egos totalmente sem sentido. Enfim, hoje eu te dou a ultima coisa que você vai ter de mim. Hoje eu faço aquilo que um dia você pediu com tanta vontade. E agora eu termino você, como todos os outros textos que eu escrevi. Com um ponto final.